Um sismo de magnitude 7,8 na escala de Richter atingiu o sudeste da Turquia e o norte da vizinha Síria em 6 de fevereiro deste ano, causando uma devastação sem precedentes. O balanço divulgado pela agência France-Presse (AFP) com base em várias fontes aponta para mais de 50 mil mortes nos dois países.
A Turquia foi a mais afetada, com a agência pública turca de gestão de desastres (AFAD) reportando 44 374 mortos. As regiões do norte e oeste da Síria também foram fortemente atingidas, com um balanço de 5 951 mortos.

O sismo foi seguido por várias réplicas, uma das quais de magnitude 7,5, que destruiu inúmeras regiões em ambos os países. Em áreas sob controle governamental na Síria, o Ministério da Saúde identificou 1 414 mortos, enquanto nas regiões que escapam ao controle do regime de Damasco, as autoridades locais contabilizaram a morte de 4 537 pessoas.
Os prejuízos foram enormes: os sismos causaram danos diretos de cerca de 99 mil milhões de euros na Turquia, equivalente a 9% do PIB do país, e foram responsáveis por prejuízos estimados em 4,8 mil milhões de euros na Síria, o que representa 10% do PIB do país. O Banco Mundial calculou que 53% dos danos na Turquia dizem respeito a residências e 28% a edifícios não residenciais, muitos dos quais são escolas ou centros de saúde; os 19% restantes são relativos a transportes, água ou infraestruturas elétricas. O Banco Mundial alertou que os custos da reconstrução podem ascender 100 mil milhões de euros.
As vítimas e suas famílias ainda lidam com o luto e a destruição causada pelos sismos. A comunidade internacional está empenhada em ajudar a reconstruir essas regiões tão afetadas pela tragédia.


