O vulcão Cumbre Vieja, na ilha de La Palma (Arquipélago das Canárias, Espanha), entrou em erupção no dia 19 de Setembro, expelindo lava e cinza continuadamente, deixando a ilha irreconhecível.
Dois meses após a entrada em actividade o vulcão continua a expelir cinzas, gases e lava e os cientistas não têm previsão para o final desta erupção.
Vários cones entraram em atividade, formando rios de lava que correm até ao oceano atlântico. Em cerca de 2 meses de actividade, a lava cobriu mais de 1000 ha de terrenos, foram destruídos mais de 2700 edifícios, entre os quais centenas de casas, e milhares de pessoas tiveram de deixar as suas habitações.
Os fluxos de lava chegaram a atingir uma velocidade de 250 metros por hora e, além da destruição que deixam no seu caminho, acrescentaram cerca de 10 hectares de terreno à ilha durante o primeiro mês de actividade. A coluna de gases expelida chegou a atingir mais de 3500 metros de altitude e a emissão de dióxido de enxofre ultrapassou as 11 000 toneladas. O vulcão continua a emitir mais gases nocivos para a saúde, e as autoridades já alertaram para um possível confinamento da população em áreas afastadas e protegidas das zonas de dispersão destes gases.
Com a atividade vulcânica, a visibilidade no território torna-se difícil devido às cinzas existentes no ar e a quantidade de matéria que continua a ser expelida do vulcão continua a impressionar. O aeroporto de La Palma esteve encerrado durante alguns dias, e a continuação da sua actvidade estará sempre dependente da quantidade de gases emitidos e das condições climatéricas (sobretudo velocidade e direção do vento).
Simultaneamente, centenas de sismos têm sido registados e sentidos na ilha, o maior dos quais (até esta data) ocorreu no dia 29 de novembro de 2021, com uma magnitude de 5,0, tendo sido sentido com uma intensidade IV-V (EMS98) (informação do Instituto Geográfico Nacional, Espanha).


