As fortes chuvas e inundações que atingiram a região de São Sebastião, município do estado de São Paulo, deixaram um rastro de destruição e mortes. Na última contagem, autoridades brasileiras, elevam o número total de mortos para 57 e cerca de 30 desaparecidos. Ao largo da costa de São Sebastião, um porta-aviões da marinha foi ancorado na quinta-feira para servir de hospital flutuante, com 300 camas e 50 médicos para aliviar os hospitais sobrelotados da zona.
As chuvas torrenciais deixaram mais de 2000 pessoas desalojadas e provocaram vários deslizamentos de terras, obrigando muitas pessoas a abandonarem suas casas, dado que havia o risco de casas ruírem, deixando várias pessoas presas. As estradas junto à costa cederam e alguns carros ficaram submersos. Foi decretado estado de calamidade em várias cidades da região. Foi também criado na região um “gabinete de crise” do governo federal, chefiado pelo ministro da Integração, Waldez Góes, que se reuniu com os presidentes de câmara de doze cidades do litoral paulista para analisar cada situação em particular. Entre as vítimas mortais estavam uma criança de nove anos e um bebé de nove meses, em São Sebastião. Uma criança de dois anos, que estava soterrada na região da Vila Sahy, na cidade de São Sebastião, uma das mais atingidas pelos temporais, foi resgatada e transportada para o hospital.
A chuva teve um forte impacto no fornecimento de água, já que algumas estações de tratamento foram afetadas pela enxurrada, que arrastou troncos, pedras e muita lama. Técnicos tentaram restabelecer o serviço, e caminhões-cisterna foram disponibilizados para hospitais e áreas mais afetadas. A recomendação foi para que as pessoas economizassem água. Os índices pluviométricos foram dos maiores já registados no país num curto período e em situação não decorrente de ciclone tropical.

