Há 60 anos que não se viam chuvas tão devastadoras na Alemanha, tendo atingido também a Bélgica, Luxemburgo e Países Baixos. As cheias tiraram cerca de 180 vidas nos 4 países e estiveram desaparecidas cerca de 1300 pessoas. Foram destruídas casas, empresas, carros, criando dezenas de milhares de toneladas de destroços cuja eliminação pode levar meses.
A Alemanha é pioneira na gestão de resíduos, mas debate-se para proceder à limpeza das cidades. A água contaminada, destruição do sistema de esgotos e o mau cheiro são propícios à propagação de doenças que é agora a principal preocupação das autoridades. Em uma semana as equipas de limpeza, compostas por bombeiros e pelo exército, conseguiram retirar o suficiente para que as estradas ficassem transitáveis, criando grandes quantidades de lixo doméstico que provocaram mau cheiro devido aos animais mortos e comida estragada, levando a uma propagação de bactérias, ratos e vírus que constituem um sério problema. O governo alemão divulgou que não vai ser possível eliminar todos os resíduos a nível local sendo necessária uma ajuda a nível nacional, tendo sido lançados apelos nas redes sociais para ajudar a eliminar “quantidades inimagináveis” de lixo. As chuvas extremas que provocaram as cheias devastadoras, são por si só uma catástrofe, mas a crise do lixo provocada pelas mesmas são o desafio que demorará meses a resolver.


